quarta-feira, 1 de julho de 2009

Este Blog foi criado como uma idéia incial de reunir artigos exclusivos de palestrantes, posteriormente criamos o site www.jornaldopalestrante.com.br onde você poderá encontrar muitos outros artigos de palestrantes de diversas áreas ( motivacional, vendas, liderança e comportamental). Os artigos são escritos exclusivos para o Jornal do Palestrante.

domingo, 7 de junho de 2009




O sucesso é cego
Por Leila Navarro



Quando uma pessoa está perdidamente apaixonada, só tem olhos para o amor, só enxerga as qualidades e virtudes do ser amado, é tudo lindo e maravilhoso. Não é capaz de perceber fraquezas, defeitos nem contradições de seu adorado, pois, como diz o velho ditado, “o amor é cego”.
O sucesso também é cego, sabia? É natural que, quando a carreira deslancha e tudo dá certo, um sentimento de empolgação tome conta de nós. O problema é que podemos ficar cada vez mais focadas em nossos objetivos e motivadas para novas conquistas. Passamos a só ter olhos para o sucesso e deixamos de enxergar coisas importantes na vida.
Deixamos de enxergar os outros, por exemplo. O sucesso pode nos dar a (falsa) idéia de que somos auto-suficientes, poderosas, capazes de fazer tudo sozinhas: logo, não precisamos de conselhos, sugestões, opiniões e muito menos ajuda dos outros... Mesmo que não tenhamos a intenção de parecer arrogantes ou donas da verdade, podemos acabar repelindo aqueles que trabalham conosco, pois não lhe damos espaço. Estamos sujeitas também ao afastamento dos amigos e de pessoas da família, o que não é raro acontecer com quem persegue o sucesso e acaba deixando a vida pessoal para segundo plano.
Eu diria inclusive que a obsessão pelo sucesso pode fazer com que a gente “desaprenda” a se relacionar. Foi o que se passou comigo há alguns anos. Divorciada, com filhos crescidos e profissionalmente realizada, eu me achava plena e bem-resolvida. Não sentia a menor falta de um relacionamento amoroso nem estava à procura de um, até que conheci um homem especial e me interessei por ele. No início, relutei em admitir que estava apaixonada, como se mulher poderosa e bem-sucedida não precisasse “dessas coisas”. Mas finalmente assumi meu sentimento, e então parti para a conquista amorosa com a assertividade, a objetividade e o “foco no resultado” de quem persegue o sucesso na carreira profissional. Deu tudo errado, é claro! Eu vivia numa espécie de piloto automático, num padrão de reações e atitudes que funcionavam no trabalho, mas não num relacionamento amoroso. Sem perceber, havia me tornado uma pessoa calculista, cheia de expectativas, tão focada em meus objetivos que não fui capaz de ter uma troca verdadeira e enriquecedora com o homem por quem me apaixonei. Quis conquistá-lo, mas o que fiz mesmo foi afastá-lo.
Deixamos também de enxergar a realidade, pois ela não é só o que vemos: é também aquilo que os outros nos mostram. Um típico exemplo disso se passou com uma amiga. Funcionária de um banco há muitos anos, havia chegado a um cargo gerencial e estava tendo muito sucesso. Um belo dia o banco foi comprado, sofreu uma reestruturação e minha amiga foi transferida para um setor menos importante. Havia algo estranho no ar, mas ela não percebia nada de anormal: afinal, era uma profissional bem-sucedida e não tinha com o que se preocupar. Meses depois foi transferida de novo, e para um setor ainda menos importante. A família e os amigos mais chegados tentaram alertá-la de que algo drástico estava por vir, mas ela, muito autoconfiante, não deu atenção. Semanas depois, foi demitida, e só então “caiu a ficha”: estava recebendo claros sinais de que sua bem-sucedida carreira na empresa estava no fim, mas não percebia isso. É a tal história: o sucesso reforça nossa autoconfiança, o que é ótimo, mas torna-se perigoso quando nos faz incapazes de enxergar os alertas que os outros nos dão.
Pior ainda é quando nos tornamos incapazes de enxergar nós mesmas. O sucesso nos faz ter olhos para o que queremos, mas desvia a atenção daquilo que sentimos. A mente pede descanso, o corpo padece, o relacionamento afetivo balança, os amigos se afastam... E a gente faz de conta que nada está acontecendo.
Houve uma época em que eu estava tão centrada em minha carreira de palestrante que nem percebia quando ficava doente. Lembro-me da vez em que fiz um check-up completíssimo e levei os resultados para a minha médica ortomolecular. Pela expressão que ela fazia enquanto lia os exames, parecia que minha saúde não andava lá muito bem. A certa altura, perguntou se eu não sentida dores nas juntas, pois havia indícios de que estava com artrose. Respondi: "Imagine se eu tenho tempo de sentir dor!". Hoje, fico imaginando se, em vez de artrose, fosse uma doença mais séria.
Pois é, ignoramos até as nossas dores e desconfortos, pois achamos que as coisas têm mesmo de ser assim - é o preço que pagamos pelo sucesso. Continuamos centradas no objetivo de "chegar lá" e "manter-se lá", até o dia em que a casa cai, ficamos doentes ou temos uma crise na vida pessoal. Então, somos obrigadas a enfrentar aquilo que tentávamos ignorar.
Por tudo isso, fique atenta: o sucesso é cego, e aliás surdo também. É maravilhoso que ele aconteça, desde que não seja às custas de outras coisas importantes na vida.




Como transformar talento em desempenho
Por Alessandra Assad



Você tem ideia do que aconteceria se homens e mulheres gastassem mais de 75% do seu tempo, todos os dias no trabalho, usando suas melhores habilidades e engajados em suas tarefas preferidas, basicamente fazendo o que querem e têm capacidade de fazer bem?

Levantamentos mostram que, num dia típico de trabalho, apenas 17% das pessoas nos Estados Unidos usam as capacidades nas quais são boas e apenas 21% dos dirigentes escolhem reforçar os pontos fortes. Na China e no Japão, 24%. Na Inglaterra, 38% enfatizam as forças e 62% as fraquezas. Dados gerais de 2005 e 2006 mostram que 59% das empresas estão preocupadas em consertar as falhas e 41% em fortalecer os pontos fortes.

A pergunta é: entre excelência e fracasso, por que a maioria das empresas decide concentrar tempo e recursos no fracasso?

Cultura que vem da escola
Marcus Buckingham, uma das autoridades mundiais em produtividade, gerenciamento e liderança afirma que se quisermos que as pessoas usem seus pontos fortes, mais especificamente em suas vidas, que dêem uma contribuição mais duradoura, inovadora e significativa, temos de começar pela educação e não pelo local de trabalho. Pode parecer estranho, mas tem sentido, já que muito do que acontece nas escolas é feito não para ajudar a criança a descobrir seus talentos naturais e alavancá-los, mas sim para transferir habilidades e conhecimento. Quando a essência deveria ser ajudar a criança a descobrir as qualidades únicas que cada criança tem e como encontrar uma forma por meio da qual as crianças pudesse contribuir com isso. “Quando você estuda os grandes professores, percebe que a maioria deles é muito parecida com grandes executivos”, declara Buckingham. Ele afirma que ambos trabalham da mesma maneira. “Eles dizem: ‘Como esta criança aprende, para o que ela é atraída, o que desperta nela um forte sentimento de aspiração? Vamos descobrir um jeito de adaptar o que fazemos às necessidades desta criança’”.
É assim que os grandes professores trabalham, mas não é assim que as grandes escolas operam. Então, de certa forma, a educação precisa fazer o mesmo que as empresas: os sistemas educacionais precisam se estruturar de acordo com as práticas de seus melhores professores.

A diferença entre bons líderes e líderes medianos
Mas qual a ligação entre funcionários engajados, produtividade, lucro, satisfação do cliente e taxa de turnover? Buckingham dá a dica: boas equipes têm sempre um grande gerente. E a duração da permanência de um profissional em uma empresa depende muito da qualidade de sua liderança. Já ouviu falar que os funcionários abandonam seus gerentes bem antes de abandonar a empresa?
Ele explica que a diferença entre grandes gerentes e outros medianos é que os grandes focam nas fortalezas enquanto os pequenos trabalham nas fraquezas, identificando os pontos fracos dos funcionários e buscando falhas para serem remediadas. Além de acabar com a auto-estima individual, este líder mediano mantém o foco justamente no fracasso, o que acontece na maioria das empresas do mundo.
Em sua pesquisa iniciada com uma sondagem de 80 mil gerentes conduzida pela Gallup Organization, seguida nos dois últimos anos de estudos minuciosos com entrevistas junto aos líderes de maior desempenho do mundo, constatou que apesar de haver tantos estilos de gestão quanto o número de gerentes, há uma qualidade que diferencia os realmente grandes: descobrir o que é peculiar a cada pessoa e tirar proveito disso. Ele compara a um jogo de xadrez, afirmando que um gerente típico joga damas, enquanto o grande gerente joga xadrez.
Diferente do Jogo de Damas, onde as peças são iguais e movidas da mesma forma, no xadrez, cada tipo de peça é movida de um jeito diferente e não se pode jogar sem conhecer como cada tipo deve ser movimentado. E é impossível ganhar sem pensar bem sobre como mover cada peça. Buckingham explica que um grande gerente conhece e valoriza as habilidades singulares, e até as excentricidades, de sua equipe e descobre a melhor forma de integrá-las num plano coordenado de ataque. Já um grande líder faz o oposto: descobre e potencializa aquilo que é universal. Para acabar com o comportamento corporativo coletivo que foca nas fraquezas, Buckingham propõe o que chama de “Revolução dos Pontos Fortes”.

Eficiência, competência e sucesso
Ao contrário do que pensa, as pessoas não crescem mais apostando em suas áreas de fraqueza, e sim apostando nos seus pontos fortes. É exatamente nestes últimos que residem as grandes chances de melhoria profissional e onde estão as oportunidades de crescer. É exatamente onde você deve investir seu tempo e dinheiro. Como líder, você colabora melhor com a sua equipe de trabalho quando oferece suas capacidades mais destacadas. Excelentes times enfatizam e capitalizam nos pontos fortes de cada membro. Grandes profissionais trazem o que possuem de melhor, sendo esta a contribuição mais efetiva que podem oferecer para o crescimento e a produtividade do grupo.
Seria melhor se a sociedade pudesse dizer:”a força é obtida por meio da diferença, das singularidades. Buckingham, que tem como missão criar o melhor casamento entre os sonhos dos trabalhadores e os caminhos das empresas para o sucesso, revela que para manter essa revolução viva em sua própria vida você precisa fazer o que as companhias aéreas estão sempre mandando você fazer. Você não pode esperar a empresa chegar e dizer:”Nós te ajudaremos a encontrar sua força”, porque ela não vai fazer isso. Você precisa pensar no seguinte:”nesta semana, quais são as poucas atividades que me fortalecerão?”. É a resposta a esta pergunta que vai levar você ao equilíbrio do tripé: eficiência, competência e sucesso.
E, se for líder, ou dono de empresa, ao invés de punir funcionários por suas fraquezas, por que não premiá-los por suas forças?

Quatro dicas para um administrador se tornar um grande gerente:
1 - Encontre o lugar e a atividade certos para cada pessoa, de acordo com suas características e personalidade;
2 - Mantenha o foco nos pontos fortes de sua equipe;
3 - Defina claramente seus objetivos e resultados desejados;
4 - Selecione sua equipe de trabalho pelo talento potencial – não apenas pelo conhecimento ou habilidades decorrentes da experiência.


Atividade física - Dicas para evitar o sedentarismo
Por Nuno Cobra


É impressionante o efeito da atividade física na nossa saúde física, mental e emocional! É de tal grandeza e de tal importância, que chega a ser uma responsabilidade primária o homem voltar à sua natureza de animal do movimento que ele é. Não podemos esquecer que nossos antepassados caminharam sobre a superfície da terra, geneticamente falando, durante milhões de anos, sendo assim, a atividade física está incrustada em nosso ser, ela está inserida no contexto de nossa vida, com tal força e tal maneira imperiosa, que se nós não realizarmos esse movimento que hoje tem que ser feito de forma mais artificial, nós vamos acabar adquirindo um desequilíbrio no nosso organismo, e isso vai promover uma enfermidade.

Com exceção das doenças hereditárias e congênitas, as outras não existem, elas foram adquiridas através do desprezo pelo seu corpo, da falta de atividade física sistemática e agradável, a falta do sono reparador, a falta da respiração satisfatória, do relaxamento e meditação.

Com a falta da atividade física, a circulação sanguínea vai emperrando, ocorre à diminuição da luz do vaso, que é o calibre das artérias, arteríolas, capilares, a ventilação pulmonar fica deficiente.

Devemos lembrar que queiramos ou não, somos um animal do movimento e que não existe idade, em qualquer época você pode iniciar uma caminhada. Para que ela seja benéfica, não seja agressiva, procure estar atento ao seu momento cardiovascular, no início, ela tem que ser lenta para depois ir adquirindo uma marcha, tudo isso de forma absolutamente natural, leve, gradativa, sem agressão.

Lembre-se que não é uma questão de gostar ou não, é uma questão de fazer, de se impor para que se possa ter uma vida plena, tendo mais energia, disposição e vitalidade.

A atividade física nos eleva espiritualmente, nos promove um contato muito íntimo com nós mesmos, e principalmente com a natureza, ela traz ao homem mais segurança, mais confiança, melhora todos os processos metabólicos, de captação de mais energia dos alimentos, sua absorção e digestão, aumenta as glândulas sudoríparas que irão desintoxicar nosso organismo, etc. Os benefícios são incontáveis e incomensuráveis!

Dicas para deixar o sedentarismo:

Pratique o exercício cardiovascular quatro vezes por semana. O bom é fazer dois dias seguidos, descansar um e em seguida fazer os outros dois. É o que chamamos de esquema 2 X 1.
De 20 a 30 minutos, você passa a não ser mais sedentário.

Use roupas claras e leves de algodão, a pele tem que estar em contato com o ar atmosférico. Isto num clima ameno.

Use um bom tênis com um bom solado para amortecer o impacto. Opte por um modelo básico, já que os modelos mais sofisticados não justificam o preço.

A atividade poderá ser feita a qualquer hora. Dê preferência para as primeiras horas da manhã, porque o trabalho oferece mais energia, revitaliza o organismo e te coloca mais apto para as funções do dia a dia. Evite a prática após as 19 horas, pois é inadequado lançar na sua corrente circulatória tantos estimulantes. A noite é para o repouso.

Evite ler livro ou ver TV durante o exercício. O mais importante é estar conectado com você. Este trabalho físico tem que ter repercussões mentais, espirituais e emocionais. É um momento muito importante de meditação ativa (pausa ou repouso mental).




Metas Frustradas
Por Carlos Hilsdorf







Na convenção de janeiro da sua empresa foram apresentados os resultados do ano anterior e as novas metas para o ano que começa.
Do ponto de vista das metas que a empresa tinha para o ano anterior só existem três possíveis resultados: alcançou as metas, superou as metas e não atingiu as metas.

Vamos analisar a hipótese número três: a empresa não atingiu as metas.

Como vivemos em clima de intensa competitividade, é muito mais comum que a empresa cobre das pessoas o fato de não terem atingido as metas, quando deveria expor todas as causas que não permitiram que as metas fossem atingidas e corrigir seu curso, ajustando-o para as coordenadas do novo ano.

Em mais de 90% dos casos as empresas fazem um discurso que se resume em "poderíamos ter feito muito mais" e com freqüência transferem uma grande parte da responsabilidade por não ter alcançado as metas à sua equipe de vendas. Muito bem, eu pergunto:

• Se tivéssemos atingido ou superado as metas, ainda seria possível dizer "poderíamos ter feito mais"? Claro que sim, o que demonstra que este argumento não agrega valor porque sempre podemos fazer mais.

• Ainda que vendas não tenha conseguido o volume esperado, podemos culpar apenas os soldados, esquecendo os generais?

Não estou questionando o fato de existir um grande gap entre o perfil atual e o perfil desejado da força de vendas – ele existe –, mas, seguramente, não é o único fator responsável no caso de frustração de metas. Onde ficam variáveis como: desempenho do mercado, movimentos da economia, ações da concorrência, momento político? E os casos de um possível superdimensionamento das metas (equívoco comum nas estratégias empresariais quando em fase de crescimento)?

A frustração de metas é como um acidente aéreo, não é ocasionado por um fator isolado, mas por um conjunto de fatores simultâneos.

Suponha que a equipe de vendas tenha feito o melhor possível para o seu nível atual de competência. Uma apresentação durante a convenção que a responsabilize pelo não alcance das metas só conseguirá uma coisa: frustrar as pessoas, abalando a sua auto-estima.

A empresa precisa conjugar muito mais o "nós" que o "vocês". "Nós não atingimos as metas por tais e tais fatores, dos quais seguramente a força de vendas representa apenas um, muito importante, mas apenas um dos fatores".

Talvez você me pergunte por que estou tratando deste tema em um artigo para profissionais de RH? A resposta é simples porque são os profissionais de RH que possuem a sensibilidade e o know how na gestão de pessoas e esta suposta convenção ainda que seja da área comercial, da área de vendas não será produtiva sem a efetiva participação da consultoria interna do RH.

Ao invés do punitivo "poderíamos ter feito mais", é preferível um motivador "tenho certeza que podemos fazer muito mais", já que o primeiro aponta para o erro do passado e o segundo aponta para o desafio do presente.

Tais nuances da comunicação, da gestão emocional de times e equipes da motivação são do expertise do RH e compõem um conjunto das mais significativas ferramentas para a obtenção de resultados. Não se pode fazer endomarketing sem RH, nem vendas sem RH, e assim sucessivamente.

Quanto mais cedo os demais departamentos perceberem isso (e esta percepção passa pela atitude do RH como departamento estratégico na obtenção de resultados através das pessoas), mais cedo estarão criadas as verdadeiras condições de diferencial competitivo que irão garantir a permanência da empresa com crescimento no mercado.

Lembre-se de dizer a seus colegas dos outros departamentos: RH faz bem às pessoas e, consequentemente, aos negócios!

quinta-feira, 30 de abril de 2009





A VERDADE ESTÁ NA CARA, MAS NÃO SE IMPÕE




Tudo já aconteceu e nada acontece. Os culpados estão catalogados, fichados, e nada rola. A verdade está na cara, mas a verdade não se impõe. Isto é uma situação inédita na História brasileira.

Claro que a mentira sempre foi a base do sistema político, infiltrada no labirinto das oligarquias, claro que não esquecemos a supressão, a proibição da verdade durante a ditadura, mas nunca a verdade foi tão límpida à nossa frente e, no entanto, tão inútil, impotente, desfigurada.

Os fatos reais: com a eleição de Lula, uma quadrilha se enfiou no governo e desviou bilhões de dinheiro público para tomar o Estado e ficar no poder 20 anos.

Os culpados são todos conhecidos, tudo está decifrado, os cheques assinados, as contas no estrangeiro, os tapes , as provas irrefutáveis, mas o governo psicopata de Lula nega e ignora tudo. Questionado ou flagrado, o psicopata não se responsabiliza por suas ações.

Sempre se acha inocente ou vítima do mundo, do qual tem de se vingar. O outro não existe para ele e não sente nem remorso nem vergonha do que faz. Mente compulsivamente, acreditando na própria mentira, para conseguir poder.

Este governo é psicopata!!!

Seus membros riem da verdade, viram-lhe as costas

A verdade se encolhe, humilhada, num canto. E o pior é que o Lula , amparado em sua imagem de "povo", consegue transformar a Razão em vilã, as provas contra ele em acusações "falsas", sua condição de cúmplice e comandante em "vítima".

E a população ignorante engole tudo. Como é possível isso?

Simples: o Judiciário paralítico entoca todos os crimes na fortaleza da lentidão e da impunidade. Só daqui a dois anos serão julgados os indiciados - nos comunica o STF.

Os delitos são esquecidos, empacotados, prescrevem. A Lei protege os crimes e regulamenta a própria desmoralização. Jornalistas e formadores de opinião sentem-se inúteis, pois a indignação ficou supérflua. O que dizemos não se escreve, o que escrevemos não se finca, tudo quebra diante do poder da mentira desse governo.

Sei que este é um artigo óbvio, repetitivo, inútil, mas tem de ser escrito....

Está havendo uma desmoralização do pensamento. Deprimo-me: "Denunciar para quê, se indignar com quê? Fazer o quê?". A existência dessa estirpe de mentirosos está dissolvendo a nossa língua.

Este neocinismo está a desmoralizar as palavras, os raciocínios. A língua portuguesa, os textos nos jornais, nos blogs, na TV, rádio, tudo fica ridículo diante da ditadura do lulo- petismo .

A cada cassado perdoado, a cada negação do óbvio, a cada testemunha, muda, aumenta a sensação de que as idéias não correspondem mais aos fatos! Pior: que os fatos não são nada - só valem as versões, as manipulações.

No último ano, tivemos um único momento de verdade, louca, operística, grotesca mas maravilhosa, quando o Roberto Jefferson abriu a cortina do país e deixou-nos ver os intestinos de nossa política.

Depois surgiram dois grandes documentos históricos: o relatório da CPI dos Correios e o parecer do procurador-geral da República. São verdades cristalinas, com sol a pino.

E, no entanto, chegam a ter um sabor quase de "gafe". Lulo-petistas clamam: "Como é que a Procuradoria Geral, nomeada pelo Lula, tem o desplante de ser tão clara! Como que o Osmar Serraglio pode ser tão explícito, e como o Delcídio Amaral não mentiu em nome do PT?

Como ousaram ser honestos?".

Sempre que a verdade eclode, reagem. Quando um juiz condena rápido, é chamado de "exibicionista". Quando apareceu aquela grana toda no Maranhão (lembram, filhinhos?), a família Sarney reagiu ofendida com a falta de "finesse" do governo de FH, que não teve a delicadeza de avisar que a polícia estava chegando...

Mas agora é diferente. As palavras estão sendo esvaziadas de sentido.

Assim como o stalinismo apagava fotos, reescrevia textos para coonestar seus crimes, o governo do Lula está criando uma língua nova, uma novi-língua empobrecedora da ciência política, uma língua esquemática, dualista, maniqueísta, nos preparando para o futuro político simplista que está se consolidando no horizonte. Toda a complexidade rica do país será transformada em uma massa de palavras de ordem, de preconceitos ideológicos movidos a dualismos e oposições, como tendem a fazer o populismo e o simplismo.

Lula será eleito por uma oposição mecânica entre ricos e pobres, dividindo o país em "a favor" do povo e "contra", recauchutando significados que não dão mais conta da circularidade do mundo atual. Teremos o "sim" e o "não", teremos a depressão da razão de um lado e a psicopatia política de outro, teremos a volta da oposição mundo x Brasil, nacional x internacional.

A esquematização dos conceitos, o empobrecimento da linguagem visa à formação de um novo ethos político no país, que favoreça o voluntarismo e legitime o governo de um Lula 2 e um Garotinho depois.

Assim como vivemos (por sorte...) há três anos sem governo algum, apenas vogando ao vento da bonança financeira mundial, só espero que a consolidação da economia brasileira resista ao cerco político-ideológico de dogmas boçais e impeça a desconstrução antidemocrática. As coisas são mais democráticas que os homens.

Alguns otimistas dizem: "Não... este maremoto de mentiras nos dará uma fome de verdades!". Não creio. Vamos ficar viciados na mentira corrente, vamos falar por antônimos.

Ficaremos mais cínicos, mais egoístas, mais burros.

O Lula reeleito será a prova de que os delitos compensaram. A mentira será verdade, e a novi-língua estará consagrada.

É amigos. Este texto deve se transformar na maior corrente que a internet já viu. Talvez assim, possamos nós, que não somos burros não, mais uma vez salvar o Brasil. "

Arnaldo Jabor - 20/10/06 -